Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)

O Pecado Destruiu a Imagem de Deus

O Pecado Destruiu a Imagem de Deus

*Peter Malgo
Há uma história interessante envolvendo o famoso pintor Pablo Picasso. Depois de muito trabalho ele concluiu uma obra que mostrava de forma impressionante toda a crueldade da guerra. Um oficial do Exército entrou em seu ateliê e quando viu a pintura ficou parado, petrificado. Depois de alguns momentos fez a pergunta completamente supérflua a Picasso: “Você fez isso?” “Não”, respondeu Picasso, mirando o estranho com seu olhar penetrante, e completou: “Não – foi você quem fez isso!” É lógico que o oficial se referia à pintura e Picasso falava dos horrores da guerra.
Será que às vezes as pessoas não são como o oficial? Quando ficam profundamente consternadas com a miséria no mundo, questionam: “Por que Deus permite tudo isso?” “Onde estava Deus?” “Esse é um Deus de amor?” Mas quem se atreveria a contradizer a Deus se Ele respondesse: “Não, não fui eu quem estragou o mundo. Vocês fizeram isso!” Em Gênesis 1.26 lemos acerca da maravilhosa criação de Deus: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. “À nossa imagem e semelhança”. No versículo 27 Deus se põe em ação: “Criou, Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Esses dois primeiros seres humanos, homem e mulher, devem ter sido indescritivelmente belos. Não precisavam de produtos de beleza. E hoje? Não estou me referindo à aparência exterior, falo do interior. O ser humano tenta apresentar-se aos outros da melhor forma possível, mostra uma fachada bonita e faz parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Mas será que suportará o exame do olhar divino, que a tudo vê e perscruta os cantos mais escondidos do nosso coração? Será que nossas correções e retoques terão qualquer valor diante da luz de Deus?
A história de Picasso aconteceu realmente e se encontra em muitos registros de sua vida e de sua obra. Ele havia feito da guerra e da destruição o tema de sua pintura. Deus, em Sua genialidade, criou algo incomparavelmente maravilhoso: o homem, uma imagem dEle mesmo e imaculadamente belo! Depois que Deus acabou Sua obra, entrou em cena a serpente, Satanás, o Inimigo. Com astúcia ele conseguiu convencer os homens a desobedecer às ordens claras de Deus. Com isso o homem, coroa da criação, ficou marcado pelas consequências do pecado e sua imagem divina ficou irreconhecível. Satanás tentara encobrir essa realidade prometendo: “sereis como Deus” (Gn 3.5). Mas a linda imagem que Deu pintara foi encoberta e desfigurada pelo pincel do pecado.
É interessante ver que muitas vezes Deus fala às pessoas através de imagens e simbolismos. Já no Antigo Testamento podemos encontrar muitas ilustrações proféticas e prefigurações do clímax do Plano de Salvação: a morte de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, no lugar do pecador. Se seguirmos as indicações e as setas que apontam para a cruz, veremos que Deus nos criou à Sua imagem. Perceberemos que caímos em pecado, mas também veremos que Deus, em Seu grande amor, não desistiu de ninguém. Ainda antes da fundação do mundo Ele planejou uma salvação maravilhosa para cada um de nós – por meio de Jesus Cristo!
O pecado destruiu a imagem de Deus no homem. Mas o alvo expresso de Deus é voltar a transformar o homem em Sua imagem (Rm 8.29). Ele faz isso por meio do Seu Filho: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.7). Somos transformados por Jesus de tal forma que, no final, seremos semelhantes a Ele (1 Jo 3.2).

Infelizmente é possível desfigurarmos a imagem de Deus em nós, por exemplo, através de um pecado de estimação, um erro que não queremos corrigir ou um defeito que negamos a consertar em nós. Assim estaremos nos comportando como Pilatos, que errou tanto em relação a Jesus! Por isso é bom que nos perguntemos hoje, de forma muito concreta: até que ponto Deus já conseguiu gravar Sua imagem em mim? Permitamos que Ele trabalhe em nós! Ele quer usar Seu corretor nas nossa imperfeições, encobrindo manchas e apagando pecados, para que a cada pincelada cheguemos mais perto da imagem que Ele quer ver em nós. (Peter Malgo — Chamada.com.br)

Seja Cheio do Espírito

*William MacDonald
Para muitos, ser cheio do Espírito Santo é um assunto vago e místico. Não há uma ideia clara e definida na mente das pessoas em relação a isso, além do fato de haver muitos ensinamentos errados sobre esse ministério do Espírito. Não admira que os cristãos sejam confusos quanto a esse assunto.
Em primeiro lugar, ser cheio do Espírito deve ser diferente de Seus outros ministérios:
A habitação. Isso significa que a Terceira Pessoa da Trindade mora, literalmente, no corpo de cada crente. Nosso corpo é o templo do Espírito.
O batismo. O batismo é o ministério do Espírito que coloca uma pessoa no corpo de Cristo no momento em que ela crê. A partir de então, ela se torna membro da Igreja Universal.
O selo. Um selo é uma marca de posse e segurança. Deus Espírito marca o crente como sinal de que pertence ao Senhor e está seguro por Ele.
O penhor. Isso significa um sinal ou garantia. Alguns o comparam com a aliança de noivado. Tão certo como a pessoa possui o Espírito, ela também receberá, um dia, a herança por completo.
A unção. No Antigo Testamento, reis e sacerdotes eram ungidos com óleo em um rito inaugural. Da mesma forma, o Espírito nos unge como sacerdotes reais. A unção possui um significado adicional em 1 João 2.27. O ministério de ensino do Espírito nos permite distinguir a verdade do erro.
Todos esses ministérios do Espírito acontecem no momento em que uma pessoa é salva. Eles são automáticos. Não exigem qualquer cooperação por parte do novo crente. Não há condições a serem satisfeitas. São experiências definitivas.
Ser cheio do Espírito é diferente. Na verdade, no Novo Testamento, há duas formas de sermos cheios.
Primeiro, um crente pode ser cheio do Espírito soberanamente para alguma obra especial. Assim, lemos que João Batista foi cheio do Espírito Santo no ventre de sua mãe (Lc 1.15b). Dessa maneira, Deus o preparou para ser o precursor do Messias. É possível que essa palavra tenha sido usada nesse sentido na maioria das ocorrências no livro de Atos. Foi assim que os discípulos foram cheios do Espírito Santo como preparação para a vinda dEle no Pentecoste (At 2.4). Pedro foi cheio do Espírito, pois precisava ser equipado a fim de ser convincente na transmissão da mensagem às autoridades e aos cidadãos comuns (At 4.8). Pedro e João foram cheios a fim de proclamar a Palavra de Deus com intrepidez (At 4.31). Saulo foi cheio do Espírito para pregar de Cristo em Damasco (At 9.17,22). Depois, ele foi novamente cheio para denunciar Elimas, o mágico (At 13.9). Pelo menos algumas dessas ocasiões em que as pessoas foram cheias do Espírito foram temporárias e não houve exigências a serem satisfeitas para que isso ocorresse.
Segundo, há uma forma de sermos cheios do Espírito para a qual há condições. É isso que encontramos em Efésios 5.18. Não é algo pelo qual você ora, mas uma ordem à qual obedece. É claro na língua original do Novo Testamento que o significado desse versículo é: “Sejais continuamente cheios”. Trata-se de um processo contínuo, não de uma realização. Não é uma experiência emocional, mas uma vida de santidade constante.
Paulo escreveu: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Por que ele mencionou algo tão ruim quanto a embriaguez juntamente com o nosso dever de sermos cheios do Espírito? Provavelmente porque há algumas semelhanças e diferenças evidentes entre as duas coisas. Primeiro, as semelhanças. Em ambos os casos, a pessoa está sob um controle externo. Na embriaguez, ela está sob o controle da bebida alcoólica chamada, às vezes, de “espíritos”. Ser cheio do Espírito significa que ela está sob o controle do Espírito Santo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pela forma como anda: o bêbado cambaleia a esmo; a pessoa cheia do Espírito anda separada do pecado e do mundo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pelo modo como fala: a fala do alcoólatra é enrolada e profana; a fala do crente é edificante e exalta a Cristo.
Também há duas diferenças. Quando se está embriagado, há perda do autocontrole; quando se está cheio do Espírito, não há perda do autocontrole. Quando se está embriagado, há uma menor resistência ao pecado; quando se está cheio do Espírito, a resistência é maior.
Lembrei-me das palavras perspicazes de James Stewart: “Se é pecado embriagar-se com vinho, é um pecado ainda maior não ser cheio do Espírito”.
Conforme mencionado, ser cheio do Espírito é a vida de santidade. Você a encontra sob diferentes aspectos nestas passagens:
·         É o caráter de um cidadão do reino (Mt 5.1-16);
·         É a vida permanente (Jo 15.1-17);
·         É a vida de amor (1 Co 13);
·         É a armadura do cristão (Ef 6.10-20);
·         É a vida do caráter cristão (2 Pe 1.5-11).

A seguir, algumas coisas essenciais a fazer para ser cheio do Espírito:
·         Confesse e abandone o pecado assim que tomar consciência dele (1 Jo 1.9; Pv 28.13);
·         Submeta-se ao controle do Senhor em todos os momentos (Rm 12.1-2);
·         Encha-se com a Palavra de Deus (Jo 17.17). Você não pode ser cheio do Espírito a menos que a Palavra de Cristo habite em você ricamente (Cl 3.16);
·         Passe bastante tempo em oração e adoração (Rm 8.26; 2 Co 3.18);
·         Mantenha-se perto da comunhão cristã, evitando envolver-se com questões do mundo (Hb 10.25; 2 Tm 2.4);
·         Ocupe-se para o Senhor (Ec 9.10);
·         Diga um sonoro “não” para os apetites ilícitos da carne (1 Co 9.27). Responda à tentação pecaminosa como um morto responderia (Rm 6.11). No momento de forte tentação, clame ao Senhor (Pv 18.10). Tome medidas rigorosas para evitar qualquer pecado (Mt 18.8). Fuja, não caia (2 Tm 2.22). Aquele que luta e foge sobrevive para lutar mais um dia.
·         Controle seus pensamentos (Pv 23.7; Fp 4.8);
·         Seja Cristocêntrico, não egocêntrico (Jo 16.14).

Agora faça o que tem de fazer, crendo que o Espírito está no controle.
Como é ser cheio do Espírito? A maior parte da vida provavelmente continuará sendo o habitual trabalho duro, rotineiro e secular. Às vezes, haverá picos. Porém, você perceberá que os mecanismos da vida se encaixam, que acontecem coisas incomuns. Você terá consciência de que o Senhor está operando em você e por seu intermédio. Sua vida reluzirá com o sobrenatural e, quando você tocar outras vidas, algo acontecerá para Deus.
Além disso, haverá poder (Lc 24.49; At 1.8), intrepidez (At 4.13,29,31), alegria (At 13.52), louvor (Lc 1.67-75; Ef 5.19-20) e submissão (Ef 5.21).
Um último aviso. A pessoa que é cheia do Espírito nunca diz que é. O ministério do Espírito é exaltar Cristo, não o crente. Vangloriar-se como se o tivesse alcançado é orgulho. (William MacDonald - http://www.chamada.com.br)


*William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.

O Maior de Todos os Presentes


*Robert M. Stahler
Ainda não posso acreditar que dormi demais e perdi a hora na manhã do Dia de Natal. Não acredito que uma criança de oito anos de idade seria capaz de dormir demais na manhã de Natal. Vi meu pai sentado perto da árvore de Natal, com os olhos brilhantes por causa da expectativa. Desci correndo os degraus e vi o presente pela primeira vez. Era o melhor presente de Natal que eu já havia ganhado – um caminhão de bombeiros com uma escada de um metro de comprimento, que ia para baixo e para cima. Até hoje, não creio que alguma criança tenha tido mais prazer por ganhar um caminhão de bombeiros como aquele do que eu.
A história do Natal trata de um presente, mas um presente muito mais importante e duradouro do que qualquer coisa que se possa encontrar debaixo da árvore de Natal. É a história do maior presente que já foi dado à humanidade. Com base em Seu imenso amor, Deus deu ao mundo um Salvador há mais de 2.000 anos. O Natal é a celebração da vinda de Jesus, o Messias, à Terra. Ele veio a um mundo escuro e pecaminoso “como a luz que brilha nas trevas” (Jo 1.5).
Seu nascimento em Belém foi predito pelo profeta Miquéias 700 anos antes (Mq 5.2). Belém, de fato, data de muito tempo antes disso na história judaica. Foi ali que o patriarca Jacó sepultou sua esposa Raquel (Gn 35.19). Ali foi a cidade de Noemi, citada no livro de Rute (Rt 1.19), e ali Davi foi ungido rei sobre todo o Israel (1Sm 16.4-13).
Nos dias de Jesus, Belém era um pequeno vilarejo cerca de 8 quilômetros ao sul de Jerusalém. A palavra hebraica para Belém significa “casa do pão”. O mundo recebeu seu maior presente quando Jesus, “o pão da vida” (Jo 6.35) nasceu na “casa do pão”.
O relato do nascimento de Jesus é encontrado no Evangelho de Lucas:
Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias (Lc 2.1-6).
Aqueles foram dias difíceis em Israel. Sob a pesada opressão do governo romano, os cidadãos judeus estavam pagando impostos cada vez mais altos para apoiar os exércitos, as estradas e os projetos de construção do Império Romano. Certamente que, quando José e Maria fizeram a árdua caminhada de cerca de 150 quilômetros, eles viram grupos de soldados romanos ao longo do caminho que lhes fizeram lembrar da ocupação de seu país.
Incapazes de obter alojamento na pequena cidade, que estava lotada de visitantes devido ao recenseamento, eles encontraram refúgio em um humilde estábulo onde Maria deu à luz o herdeiro do trono de Davi. Eles lhe deram o nome de Jesus, como o anjo lhes havia dito enquanto ainda estavam em Nazaré: “E lhe porás o nome de Jesus [em hebraico, Yeshua], porque ele salvará [em hebraico, yoshea] o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21).
Maria colocou seu filho recém-nascido em uma manjedoura (Lc 2.7), a qual provavelmente era um cocho para alimentos dos animais. Aquele que alimentaria as multidões, foi colocado em um lugar usado para alimentar animais.
Nas vastas trevas das colinas que cercavam Belém, os pastores em um campo próximo estavam guardando suas ovelhas. Subitamente, os céus ficaram iluminados. Depois de 400 anos de silêncio, Deus falou ao Seu povo naquela noite, usando um anjo para proclamar o nascimento do Salvador: “É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
A luz aumentou à medida que o anjo se reuniu a uma miríade de anjos que estavam adorando a Deus. Os pastores se apressaram na ida para Belém, onde encontraram a Criança e Seus pais, exatamente como lhes havia sido dito. Eles saíram anunciando as boas-novas de que o Messias havia nascido.
Deus também estava trabalhando fora da terra de Israel. Ele colocou uma estrela especial no céu, que guiava as pessoas ao Seu Filho:
Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do Rei Herodes, eis que vieram uns magos do oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-lo (Mt 2.1-2).
Herodes não nasceu “rei”. Ele havia sido designado rei da Judéia por Roma, e governava sobre o povo judeu. Ele sentiu-se ameaçado pela revelação dos sábios. Conhecido por ser um diplomata sutil e talentoso, bem como por ser completamente tresloucado, Herodes perguntou aos estudiosos das Escrituras hebraicas onde o Messias haveria de nascer. Quando soube que seria em Belém, disfarçadamente disse aos sábios para encontrarem a Criança e: “quando a tiverdes encontrado, avisai-me para eu também ir adorá-lo” (v.8).
A estrela os levou à Criança. Mas, em obediência a uma revelação vinda de Deus através de um sonho, os sábios tomaram uma rota diferente e voltaram para casa, evitando Herodes. Em um acesso de raiva, este ordenou que todos os meninos de dois anos para baixo em Belém fossem mortos. Sem que Herodes soubesse, Deus avisou a José que fugisse para o Egito, onde Jesus estaria a salvo do tirano. Depois que Herodes morreu, José, Maria e Jesus voltaram para Israel. Deus havia protegido Seu Filho, por meio de quem Ele planejava abençoar o mundo.
A história do Natal é um relato sobre o notável amor de Deus pela humanidade. Em amor, Ele trouxe José e Maria exatamente ao lugar certo, exatamente no momento certo. Em amor, Ele proporcionou exatamente o lugar certo para Jesus nascer; e, em amor, Ele preservou a vida de Jesus.
Em amor, Ele também revelou o nascimento aos pastores e aos homens sábios e proclamou Seu amor por meio dos anjos. Em Seu amor pela humanidade, Deus tem preservado a história do nascimento do Messias por mais de 2.000 anos. E, em amor, Ele dá o presente [ou o dom] da vida eterna a todo aquele que se arrepende de seus pecados, deixa de confiar nas boas obras e vem a Jesus para pedir perdão: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).
Disse Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).
Ano após ano, meus pais me davam muitos presentes. O caminhão de bombeiros foi o brinquedo que lembro ter ganho quando ainda era muito pequeno. Finalmente, ele perdeu seu atrativo. A pintura ficou desbotada, e a escada já não subia e descia mais. Um dia, ele foi jogado fora.
Nada jamais diminuirá o glorioso dom que Deus deu à humanidade em Jesus Cristo. Um dia, o Bebê nascido em uma manjedoura retornará à Terra. Mas, nessa ocasião, Ele será o Rei dos reis e o Senhor dos senhores – o Messias de Israel, que reina e governa. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará “que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.11). (Robert M. Stahler — Israel My Glory — Chamada.com.br)
*Robert M. Stahler é o pastor da Great Comission Baptist Church em Cape May Courthouse, Nova Jersey (EUA).


Dinâmica da Lição 04: Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará (Adultos)



Dinâmica: Preparados

Objetivo:
Refletir a respeito da importância do preparo espiritual que devemos ter para a volta de Jesus.

Material didático:
Cópias da parábola das dez virgens

Atividade didática:
Leia com os seus alunos a parábola das dez virgens narrada em Mateus 25.1-13. Em seguida mostre alguns princípios importantes da parábola:
1.      O porquê da parábola: A parábola foi apresentada porque Jesus queria continuar falando sobre a situação interior do homem, quando Ele retornasse para buscar o seu povo. Muitos estariam aguardando fielmente o “abrir das portas”, enquanto outros estariam vivendo de aparência como aquelas cinco virgens descuidadas que estavam vestidas, mas não tinham o fogo para iluminar o caminho e acompanhar o noivo, isto é, estavam completamente despreparadas para o evento, por isso, elas seriam deixadas para trás.
2.      Princípio moral: Na parábola, fica claro que houve um compromisso mútuo acertado entre as dez virgens para acompanhar o cortejo nupcial até a casa do esposo. Cinco virgens se prepararam para isso, mas cinco delas não foram cuidadosas para verificar todos os detalhes. A falta de preparo prejudicou a participação numa festa tão especial, pois não levaram azeite suficiente consigo. Essa atitude mostrava negligência, despreocupação e descuido; isso trouxe grande prejuízo para elas, pois ficaram impedidas de participar da festa. Assim, decepcionaram o noivo, pois somente cinco acompanharam o cortejo.
3.      Princípio espiritual: No Reino dos céus, o preparo deve ser em todas as direções, inclusive na espiritual, pois uma pessoa só brilha no mundo se estiver iluminada pelo Espírito Santo.

Agora realize uma discussão em grupo:
Discussão em grupo
- A falta de preparo já causou situações embaraçosas para você?
- O que você falaria com aquelas virgens despreparadas?
- Qual a sua opinião sobre uma pessoa que só se preocupa com a vida material?
- O que tem prejudicado a igreja em seu preparo espiritual?
- Como estar preparado e vigilante para a volta de Jesus?


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos a você uma aula abençoada por Deus.




Dinâmica da Lição 04: A Necessidade Universal de Salvação (Jovens)



Dinâmica: Salvos e Religados a Deus

Objetivo:
Destacar que Jesus é a única forma divina de salvar e levar a humanidade a de Deus.

Material didático:
02 garrafas pet com água; Fita adesiva; 04 papeis recortados (Um com o nome DEUS, outro com o nome HUMANIDADE, outro com o nome PECADO e outro como nome JESUS CRISTO)

Atividade didática:
Traga a sala de aula duas garrafas pet com água. Cole em uma das garrafas pet o nome DEUS e na outra o nome HUMANIDADE. Inicie a dinâmica colocando as garrafas uma próxima da outra e diga que, ao ser criado, esta era a condição do ser humano diante do Senhor, ou seja, aproximação e comunhão com Deus. Explique que o homem conversava com o seu Criador todo final de tarde. Mas por causa da desobediência, o pecado entrou no mundo desfazendo assim essa comunhão perfeita. Neste momento você deve colocar uma garrafa separada da outra a uma distância de aproximadamente 30 centímetros. Entre as duas garrafas coloque a palavra PECADO e em seguida explique que a partir do pecado essa passou a ser a nova condição da humanidade diante do Eterno, separados, perdeu a comunhão. Algo precisava ser feito para salvar e reaproximar a criatura do seu Criador. Todo relacionamento interrompido clama por reconciliação. A Bíblia nos ensina que Deus preparou a Jesus Cristo para que através de seu sacrifício expiatória se tornasse o meio eficaz de nossa salvação e reconciliação. Neste momento pegue o papel com o nome JESUS CRISTO e cole as pontas entre uma garrafa e outra (é importante que você deixe que o nome PECADO continue lá embaixo). Explique que apesar do pecado ser uma realidade inegável a fé em Jesus Cristo nos salva e nos une a Deus. Encerre a Dinâmica lendo com seus alunos Gálatas 3.22 e 2 Corintios 5. 17-19.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!




Dinâmica da Lição 04: O Amigo Leal (Adolescentes)



Dinâmica: Amigos e amigo

Objetivo:
Refletir sobre a amizade verdadeira.

Material didático:
Pequeno aparelho de som (pode ser um celular); Um hino, previamente selecionado; uma
Bolinha

Atividade didática:
Dispor o grupo em círculo e colocar uma música de fundo, lançando uma bola entre os participantes, que devem passá-la uns para os outros até que a música seja interrompida.
Quando parar a música, quem estiver com a bola diz seu nome, quantos amigos tem e o que pensa ser importante numa amizade.
Segue a dinâmica por alguns minutos, pedindo que as pessoas prestem atenção às falas dos colegas.
Retoma-se com o grupo as ideias, destacando palavras-chaves que surgiram, reforçando o valor da amizade verdadeira em todos os tempos e idades.
Discuta também com eles sobre as novas formas de relacionamento (amigos virtuais), e neste contexto, como se podem fortalecer as amizades para não se tornar apenas “amizades virtuais”.
Encerre mostrando também que Jesus, é o nosso amigo sincero que tem olhar de criança e um abraço acolhedor para todas as horas. Ele nos ama e só quer nossa felicidade e até quando estamos tristes, Ele nos enxuga toda lágrima. Jesus, é o melhor amigo, aquele que nos ampara, nos consola, nos protege, e nunca nos abandona. E se um dia você cair, Ele estará lá para te reerguer porque Ele é teu melhor amigo.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!




Lições Bíblicas: 1º Trimestre de 2016 (Jovens)



Título: Lições Bíblicas - Jovens
Editora: CPAD
Tema: Justiça e Graça - um estudo da doutrina da salvação da carta aos romanos
Ano/Trimestre: 1º trimestre de 2016
Comentarista: Natalino das Neves

Lição Bíblica: 1º Trimestre de 2016


Título: Lições Bíblicas
Editora: CPAD
Tema: O final de Todas as Coisas - esperança e glória para os salvos
Ano/Trimestre: 1º trimestre de 2016
Comentarista: Elinaldo Renovato







Vídeo Aula da Lição 03: Esperando a Volta de Jesus (Adultos)


Ninguém sabe o dia e a hora em que Jesus voltará. A Palavra de Deus não nos revela quando se dará esse grandioso acontecimento. Logo, é indispensável estarmos preparados para aquele dia que tanto ansiamos. Precisamos viver em santidade, pois Jesus poderá voltar nesse minuto em que você está lendo esta lição. Você está preparado?
Infelizmente, há muitos cristãos que não estão preparados para subir ao encontro do Salvador. Estes estão descuidados, adormecidos, assim como as “virgens loucas” da parábola de Mateus 25. Muitos estão sem o azeite, que representa o Espírito Santo. Outros negligenciam o testemunho cristão e acabam por escandalizar o Evangelho. No entanto, a volta de Jesus será repentina. A surpresa é o fator preponderante. Por isso, a santificação é o requisito fundamental para o encontro com o Senhor nos ares, em sua volta (1Ts 5.23).




Esperando a Volta de Jesus - Lição 3 (Adultos)



Elinaldo Renovato*

“E o mesmo Deus de paz avos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23).


Como não sabemos o dia da volta de Jesus para arrebatar a sua Igreja, é indispensável estarmos preparados para aquele grande acontecimento, como se ele viesse a ocorrer hoje, agora. Infelizmente, na prática, há muitos cristãos que não estão preparados para subir com a Igreja, na volta do Senhor. Assim como as “virgens loucas”, de Mateus 25, estão descuidados, não têm reserva espiritual, negligenciam o seu testemunho e alguns escandalizam o nome do evangelho. No entanto, a volta de Jesus será repentina, como a vinda de um ladrão para assaltar uma residência. Não há hora marcada, não há dia conhecido. A surpresa é o fator preponderante. Por isso, a santificação é requisito fundamental para o encontro com o Senhor nos ares, em sua volta (1 Ts 5.23).
Jesus usou outras metáforas para demonstrar a surpresa de sua volta. Aludiu aos dias de Noé, quando os homens de sua época não estavam nem um pouco interessados em saber o que aconteceria, anos depois, quando o patriarca lhes alertava para a catástrofe hídrica que destruiria a humanidade de então. Alertou que sua vinda seria como nos dias de Ló, acrescentando apenas alguns poucos detalhes que diferenciavam uns dos outros. Nos dias de Noé: “Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam” (Lc 17.28). Eles pensavam em tudo, menos em santidade. Só olhavam para as coisas da terra, e se esqueciam de olhar para cima (Cl 3.2).
Qual a diferença entre os dias de Noé e os dias de Ló? Nos primeiros, havia vida social normal, incluindo o casamento entre as pessoas; havia agricultura, pois “comiam, bebiam”. Nos dias de Ló, as atividades eram semelhantes, mas não se fala em casamento. Coincide com o relato de Gênesis 19. Em Gênesis 19.4,5, ficou registrado que os homens de Sodoma eram praticantes da homossexualidade. Queriam “conhecer”, ou ter relações com os visitantes que foram tirar Ló, imaginando que seriam apenas homens comuns. Diante da maldade excessiva daquelas cidades, Deus tirou Ló de lá, repentinamente, sem que os habitantes soubessem, e mandou um fogo dos céus que destruiu a todos. A pecaminosidade e a corrupção alcançaram níveis além do suportável pelo Deus sumamente santo.
Assim, uma característica comum ao que aconteceu com os povos antediluvianos e os de Sodoma e Gomorra foi a surpresa com que foram alcançados pelas respectivas tragédias. Jesus alertou que, na sua volta para buscar a Igreja, também as pessoas, no mundo, serão tomadas de surpresa. Jesus virá num dia e numa hora que ninguém sabe (Mt 24.36). Dessa forma, é indispensável que os cristãos estejam preparados, sabendo como esperar a volta do Senhor Jesus. E estar preparado é estar em santidade e em santificação, que é o processo contínuo da separação do mal.

I - Atitudes Corretas ante a Volta do Senhor
A primeira fase da volta de Jesus para buscar a sua Igreja, integrada pelos crentes fiéis e santos, será tão repentina que não haverá tempo para ninguém preparar-se de última hora. Os meios de comunicação antigos e os mais modernos não terão oportunidade para anunciar a iminência da volta de Cristo. Essa premência e surpresa do arrebatamento dos salvos já foi anunciada há muitos séculos, e estão bem claras nas Escrituras. Diante dessa realidade profética e real, o cristão verdadeiro, que tem consciência do que é ser salvo para ir para o céu, onde Cristo está (Jo 14.3), deve viver num estilo de vida e conduta de quem está esperando seu Senhor a qualquer momento.
1. Esperar com Vigilância
Quem espera a volta de Jesus a qualquer momento precisa estar vigilante, tanto ao que acontece ao seu redor, como dentro de si próprio.
Os sinais exteriores da volta iminente de Jesus já foram resumidos no capítulo anterior, e estão se cumprindo na História de maneira infalível, pois as palavras de Jesus não passarão (Mt 24.35). Porém, o crente em Jesus deve vigiar o que se passa no “ambiente” interior de seu ser, do seu coração. Os acontecimentos proféticos hão de cumprir-se independentemente da vontade dos homens sem Deus ou mesmo dos crentes fiéis. Mas o que acontece no interior de cada pessoa depende de si, de suas atitudes mentais, de seus sentimentos e emoções, ou “do coração”. O Dicionário Houaiss diz que vigilância é “1. Ato ou efeito de vigiar(-se); 2. Estado de quem vigia; 3. Precaução; 4. Cuidado, atenção desvelada” (grifo nosso). A partícula se indica a vigilância de si mesmo.
A maioria absoluta dos crentes que ficarão para trás na volta de Jesus deixará de ir para os céus por causa de suas atitudes erradas, de sua conduta em desacordo com a vontade Deus, expressa em sua Palavra. Jesus alertou quanto a isso e exortou os discípulos a serem vigilantes: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42). Ele também ensinou sobre a natureza tendente ao pecado que está dentro de cada um: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19; Mc 7.21). Todos esses pecados começam no interior do homem. Satanás conhece bem essa realidade, desde que tentou o homem no Éden e viu que o ser criado era suscetível de deixar de ouvir a voz de Deus e ouvir a tentação.
Para não cair em tentação, e ficar para trás na volta de Jesus, só existe uma receita, dada por Jesus (Mt 26.41). Somente com oração, muitas vezes reforçada pela prática do jejum, é que podemos vencer as concupiscências da carne. É evidente que a maioria dos crentes, hoje, não gosta de orar. As jovens consideradas loucas em Mateus 25 ficaram de fora da festa nupcial porque não vigiaram, deixando faltar o azeite em suas vasilhas. Nos dias presentes, há muitos evangélicos negligentes. Mas Jesus mandou vigiar constantemente, pois não sabemos a hora em que Ele há de vir. “Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa” (Lc 12.39).
2. Viver na Unção do Espírito Santo
Na parábola das Dez Virgens (Mt 25), vemos a necessidade do azeite, que simboliza a presença do Espírito Santo, para esperar “o Noivo”. Somente as “virgens prudentes”, que tinham azeite em suas vasilhas, e também reservas por precaução, puderam entrar com o noivo para as bodas. As “insensatas” ou imprudentes “ainda” foram comprar azeite, e se atrasaram para as bodas: “E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt 25.10 - grifo nosso). A parábola retrata um casamento oriental, em que, durante uma semana, havia as bodas. As dez virgens representam os crentes em geral. As prudentes representam os crentes que estão esperando a volta de Jesus, na comunhão do Espírito Santo, sentindo a sua presença, tipificada pelo azeite. As virgens “loucas” não são débeis mentais, mas crentes que, ao longo dos anos, se descuidam, e deixam de buscar a presença de Deus e de seu Espírito. Notemos que a diferença fundamental entre as prudentes e as loucas era o que elas tinham quanto à provisão do azeite. Nas igrejas em geral, há um esfriamento quanto à busca do batismo com o Espírito Santo, que corresponde à “reserva” indispensável para esperar com segurança a volta de Jesus.
Quando o crente aceita a Cristo, já tem o Espírito Santo habitando com ele, “habita convosco”, mas Jesus prometeu: “estará em vós” (Jo 14.17). Os discípulos já eram salvos, mas ainda precisavam ser “revestidos de poder” (Lc 24.49). E esse revestimento especial, distinto da salvação, começou a acontecer e a estar à disposição dos salvos, quando da descida do Espírito Santo, como Jesus prometeu (At 1.8; 2.1-13). Sem a presença do Espírito Santo, no crente, e na sua vida, é impossível esperar a vinda de Jesus de forma correta. Precisamos ser cheios do Espírito (Ef 5.18; At 13.52); andar em Espírito (Rm 8.1; G15.19); ser guiados pelo Espírito (Rm 8.14); ser templo do Espírito Santo (1 Co 6.19). Sem a unção do Espírito Santo, nos dias presentes, é impossível viver a Palavra de Deus, obedecer ao Senhor e estar pronto para o arrebatamento.
3. Viver com Santidade
Santidade é uma palavra esquecida por muitos pastores. Para agradar a todos, numa atitude demagógica, muitos deixam de ministrar a doutrina da santificação, principalmente para a juventude. Há igrejas que inventaram as “boates-templo” para atrair jovens para um ambiente parecido com os locais de reunião de jovens para namorar, beber, marcar encontros, etc., mesmo que em tais “boates evangélicas” não haja bebidas alcoólicas. Há igrejas que usam estruturas de luta-livre, de artes marciais e até de “rodeios”, com animais dentro dos templos, para atrair os jovens! No tempo de Jesus e no de Paulo já havia os Jogos Olímpicos, com diversas modalidades, mas nem Cristo nem Paulo, nem de longe, sugeriram tais aberrações para atrair pessoas para o evangelho.
O evangelho do entretenimento tem suplantado o evangelho do sofrimento por Cristo. Mas sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Ser santo é ser separado, consagrado para Deus. O apóstolo Pedro nos exorta a sermos obedientes e santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.13-15). Santidade pressupõe irrepreensibilidade. Paulo exortou: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Quando falamos de santificação não queremos passar a ideia do legalismo e do fanatismo de algumas denominações, de forma alguma. Para ser santo, um servo ou uma serva de Deus não precisa tornar-se um eremita ou um monge medieval, que se isolavam das cidades, para “não se contaminar com o mundo”.
Santificação é uma necessidade imperiosa de separação de tudo o que a Bíblia condena e não do que certos líderes elegem como pecado, sem qualquer fundamento bíblico. Houve tempo em que, se um homem não usasse chapéu, não seria santo; se uma mulher não usasse um vestido longo, com decote no pescoço e mangas compridas até aos punhos, mesmo num clima tropical, não seria santa; também não seria santa uma jovem que, mesmo tendo cabelos longos, aparasse as pontas; se usasse um diadema estaria condenada ao inferno. Isso não é santidade. Isso é fanatismo, intolerância e sectarismo, sem qualquer base na Palavra de Deus. O mais terrível e detestável dessa visão de santidade é que tais coisas são consideradas pecados, enquanto outras, claramente condenadas pela Bíblia, não são consideradas, como mentira, calúnia, difamação (crimes contra a honra), calotes, desvio de dinheiro dos cofres de igrejas, falta de amor, aborrecimento ou ódio a quem não pensa da mesma forma, e tantos outros comportamentos execráveis. Isso é farisaísmo, e não santidade.
Não defendemos o desrespeito aos bons usos e aos bons costumes, que têm fundamento bíblico, mas rejeitamos o legalismo e o autoritarismo que já empurraram muitos para o inferno. Como ficam diante de Deus aqueles que contribuíram para a matança espiritual sem motivo ou fundamento na lei de Deus? A eles faltava o requisito a seguir comentado.
4. Esperando com Amor
Os crentes que subirão ao encontro do Senhor serão seus discípulos fiéis e verdadeiros. Já vimos que a “marca registrada” do cristão não é o nome da denominação, nem o nome de família, nem o cargo que ocupa na igreja local, mas o amor de Deus no coração e na prática diária. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35 - grifo nosso). Esta é uma verdade neotestamentária, pouco anotada por grande parte dos evangélicos, inclusive por pastores de grandes igrejas.
Os verdadeiros cristãos, que esperam a volta de Jesus, não são identificados pelo nome ou razão social da denominação, do ministério ou da igreja. O Senhor Jesus, num de seus discursos, em presença dos seus discípulos lhes apresentou “um novo mandamento”, por assim dizer, o “décimo primeiro mandamento”, que eles não tinham em mente. Conheciam bem os Dez Mandamentos da Lei de Moisés, que também era a Lei de Deus. Ele ressaltou o valor desse “novo mandamento”, que o dever de os seus servos amarem uns aos outros, da mesma forma como Ele nos amou. Essa é a identidade do verdadeiro cristão, preparado para subir no arrebatamento - ter amor pelos seus irmãos em Cristo. E característica ou a marca distintiva do verdadeiros discípulos de Jesus ter amor pelos irmãos.
Nesse quesito, ou requisito, como estão os crentes no século XXI? Tomemos o exemplo de nosso Brasil. O evangelho tem um crescimento numérico extraordinário. São milhares de igrejas e milhões de crentes, numa dimensão que, segundo estatísticas com projeções do IBGE, em 2014, os evangélicos seriam 25% da população (em torno de 52 milhões de pessoas). No entanto, são evidentes as divergências, as competições e as discordâncias entre igrejas históricas e as chamadas neopentecostais. Não só em termos doutrinários, mas, também em termos comportamentais. Há líderes de grandes igrejas, que, em programas de televisão, abertamente criticam outras igrejas e outros pastores. Isso é falta de ética, e também falta de amor. Atitudes que em nada glorificam a Deus (cf. 1 Co 10.31). Mais triste é ver obreiros que não conseguem sequer saudarem-se com a paz do Senhor. Como estarão esses na vinda de Jesus?
Se pudéssemos perguntar ao apóstolo João como estarão os crentes que não têm amor a seus irmãos, o que ele nos responderia? Vejamos: “Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão até agora está em trevas” (1 Jo 2.9). Isto é, quem aborrece a seu irmão, mesmo que esteja numa igreja há muitos anos, nasceu nela, é obreiro, prega bem, canta bem, etc., simplesmente “está em trevas”, ou seja, não é salvo. Acreditamos que, ampliando sua resposta sobre os que não vivem em amor e aborrecem seus irmãos, João nos acrescentaria: “E tem mais, é muito perigoso não amar o irmão por que ‘aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos’” (1 Jo 2.11).
Se insistíssemos, dizendo: “Apóstolo João, esse não seria apenas um ‘pecado que não é para a morte’, e podemos orar por eles, como o senhor diz em 1 João 5.16?”, o apóstolo, certamente, ficaria mais sério, e responderia: “Meu filho, há muita gente, inclusive pastores, que consideram os maiores pecados a falta de obediência aos usos e costumes, mas muitos desses nem sequer serão reconhecidos na vinda de Jesus. Sabe por quê? Anote: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 Jo 3. 14,15 - grifo nosso).

II - Atitudes Errôneas Diante da Vinda de Jesus - no Arrebatamento
1. Ignorando a Vinda de Jesus
Em Mateus 24.48, o mau servo diz: “O meu senhor tarde virá”, e passa a viver de modo negligente e desatento, completamente alheio à volta de Cristo. A este, diz o Senhor: “Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24.50). Nestes tempos de sinais evidentes da proximidade da vinda de Jesus, há muitos evangélicos brincando de ser crentes. Há obreiros que não mais falam na vinda de Jesus. É negligência espiritual. Quanto aos ímpios, é natural que não levem em conta as advertências da Palavra de Deus quanto à proximidade e surpresa da volta de Jesus. Mas os cristãos não devem descuidar-se dessa realidade espiritual tão significativa.
2. Escarnecendo das Profecias
O apóstolo Pedro escreveu: “sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2 Pe 3.3,4). O apóstolo deu como resposta o ensino bíblico, que indica a matemática de Deus quanto à contagem dos tempos, dizendo: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Pedro envia essa mensagem a pessoas crentes, que estão nas igrejas. Como visto, no capítulo 1, há diversas interpretações quanto ao arrebatamento da Igreja. Há, inclusive, teólogos que dizem que Jesus jamais virá nas nuvens para buscar a sua Igreja (1 Ts 4.17), que isso é apenas uma utopia motivadora para os crentes se comportarem de modo santo. É melhor estar preparado, e conferir os sinais proféticos de acordo com a santa Palavra de Deus.
3. Traição e Aborrecimento
E um dos sinais da vinda do Senhor Jesus. Esse comportamento pode levar muitos à condenação eterna. Jesus profetizou: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24.10). Qual a causa dessa traição entre os que se dizem cristãos, no tempo da volta de Jesus? Ele responde: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Não há necessidade de nenhuma pesquisa para constatar, pelas evidências diárias, na mídia e no comportamento humano, que a iniquidade está generalizada, no mundo todo, e com muita incidência em nosso país.
Esse aumento da iniquidade acaba influenciando o comportamento dos crentes negligentes quanto à volta do Senhor. E muitos nem percebem que estão aborrecendo seus irmãos, seja pelo legalismo exacerbado, seja pela inveja, pela calúnia, seja pela maldade e carnalidade. O apóstolo João anotou que quem aborrece a seu irmão não pode entrar no Reino de Deus: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 Jo 3.15). Naturalmente, diante de Deus, quem aborrece a seu irmão é um homicida espiritual, passível da penalidade com a perdição, tanto quanto o homicida que tira a vida física de alguém.
III - Os Dois Tipos de Servos
Na vinda de Jesus, haverá dois tipos de servos. Os fiéis e os infiéis. Os que fazem a vontade de Deus e os que estão fora de sua vontade. Os que estão no seu lugar e os que estão fora do lugar. Os que estão vigiando e os que estão descuidados, como na parábola das Dez Virgens.
E Jesus proferiu outra parábola, enfatizando esses dois tipos de crentes. A parábola dos dois servos.
1. O Servo Fiel
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens” (Mt 24.4547). Essa parte da parábola, no meio do Sermão Profético de Jesus, dá a entender que Ele se referia a servos que têm liderança, ou seja, obreiros, pastores, dirigentes de congregação ou de trabalhos, nas igrejas locais, que, no seu conjunto, se forem verdadeiras, formam o todo maior que constitui a Igreja do Senhor. E que deverão prestar contas, de modo “que o Senhor, quando vier, achar servindo assim”. “Primeiro, porque eles são constituídos “sobre a sua casa”. Estar “sobre a casa” é ser líder, mordomo, ou administrador dos bens de seu Senhor. Hoje, a “casa de Deus”, ou “casa de Jesus”, pode ser identificada como uma igreja cristã, que reúne servos ou discípulos de Jesus num determinado lugar. Numa visão mais ampla, ser “servo fiel e prudente” pode-se aplicar a cada crente individualmente, homem ou mulher, que espera a volta do Senhor.
Esse “servo fiel e prudente” são os líderes ou pastores, que atuam na obra do Senhor com fidelidade e amor. Em segundo lugar, o texto diz que esse servo, elogiado pelo seu Senhor, é constituído “para dar o sustento a seu tempo” sobre a sua casa, ou seja, aos que vivem e trabalham na “casa do Senhor”. Os pastores das igrejas, sejam quais forem elas, pequenas, médias ou grandes, devem ser realmente apascentado- res do rebanho de Jesus. As ovelhas não lhes pertencem. Todo pastor cristão pastoreia ovelhas que não lhes pertencem. E um dia haverão de prestar contas de como as trataram como ovelhas do Senhor. Nesse aspecto, é o apóstolo Pedro quem melhor traduz como deve ser o comportamento dos pastores, como servos fiéis e prudentes: “Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória. (1 Pe 5.1-4)
Essas são as qualidades que devem identificar um “servo fiel e prudente” constituído para cuidar da casa do Senhor. Dando o alimento ao “rebanho de Deus”, agindo, nesse cuidado, sem autoritarismo; trabalhando sem “torpe ganância”, como tantos têm aparecido, em noticiários na mídia, apropriando-se de dinheiros das ofertas e dízimos das igrejas. A cobiça e a ganância têm tornado muitos obreiros em ladrões e corruptos no meio evangélico, causando escândalos ao bom nome do evangelho (Mt 18.7). Ao servo “fiel e prudente”, que lidera a obra do Senhor, está reservado um galardão especial, não concedido a nenhum outro tipo de servo: “a incorruptível coroa de glória”!
2. O Mau Servo
“Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 25.48-51). Nesse ponto, na parábola dos dois servos, parece que Jesus quis mesmo exagerar nas qualidades negativas do mau servo. Se, no caso do “servo fiel e prudente”, pudemos relacionar Com os obreiros fiéis, sobre as igrejas cristãs, nesse caso do “mau servo” não é fácil fazer a correlação dessas péssimas qualidades com os líderes da obra do Senhor. Admitimos que há maus servos, ou maus obreiros, à frente de igrejas, como dirigentes, bispos, presbíteros ou pastores. Mas entendemos que são exceções.
Certamente, tais qualidades não recomendáveis para um servo ou serva de Deus aplicam-se bem a todos os crentes, que estão esperando a volta de Jesus. A exemplo das “virgens loucas”, de Mateus 25, o “mau servo” racionaliza, em função do tempo de crente, ou da história da igreja, ao longo dos séculos, e diz: “O meu senhor tarde virá”. Tal raciocínio leva o crente a se descuidar, e negligenciar sua fé e sua conduta. O que é muito perigoso. Facilmente, esse tipo de pensamento leva o crente a cair em tentação, visto que, descuidado, se esquece de orar e de vigiar como Jesus exortou em Mateus 26.41.
Há muitos que começam a carreira cristã, mas não a terminam. Em Mateus 24.45, o Senhor destaca a qualidade de fidelidade e prudência do servo que estará esperando a sua vinda. Essas características devem fazer parte da vida dos que entendem que estamos vivendo a geração da última hora, da geração que verá e fará parte do arrebata- mento da Igreja. “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?”.

*Elinaldo Renovato de Lima, Ministro do Evangelho, Professor universitário e Bacharel em Ciências Econômicas, pastor titular da ADPAR - Assembleia de Deus em Parnamirim/RN, membro da Convenção Estadual de Ministros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (CEMADERN) e membro da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).